Era uma tarde chuvosa, manhosa que se farta de tanta pinga que na rua caía. Eu, quase "vintão", numa época em que a cevada não enchia barriga e alugava-se à hora, nunca aos 5 minutos de cada vez como agora. A companhia? O Wilson. Amigo invertebrado, capaz de um silêncio que desejei durante anos a muitas mulheres. Na mesa faltava glamour. Chamamos as loiras. Fresquinhas e virgens lá vieram no copo. Um cigarro, duas de letra. Apresentação feita, decidimos não perder muito tempo. Duraram 5 minutos e dois cigarros. Mandamos vir mais duas. O destino foi o mesmo. Imperdoável e delicioso. Foi uma tarde fantástica. Eu e o Wilson.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Na verdade, o Homem criou Deus
Não sou (ainda) senhor de escrever tertulias sobre Deus e o Homem. Mas o texto que li no "Temível", "Deus odeia-Nos a todos" , obriga a que me pronuncie polémicamente sobre o assunto.
Deus não criou o homem, nem criou a mulher. Deus precisava, apenas, de arranjar uma justificação para a sua existência. Nada melhor que criar um ser à sua semelhança mas de mentalidade mais fraca. Deus sentia-se extremamente aborrecido no dia em que (julga) nos criou. O Aborrecimento leva à criação. Velha máxima que ainda não consegui provar, uma vez que não tenho fundos da Comunidade Europeia para tal.
Mas se Deus criou o Homem por estar aborrecido, porque é que Deus ainda não deu a cara? Porque se esconde numa imagem com mais de dois mil e tal anos, alterada vezes sem conta? Porque não utilizam o sistema de reconhecimento facial para perceber, das milhares de imagens, qual é a do Senhor? Pois. Isto rapidamente entra numa qualquer teoria de conspiração, num Código de Avintes em que por cada pergunta sobre a receita da broa que façamos, ganhamos o direito e obrigação de fazer mais três.
Toda esta panóplia me levou a crer numa teoria radical mas lógica. Na verdade, o Homem criou Deus. E criou Deus para justificar a sua estúpida e aborrecida existência. Criou Deus para justificar as guerras e a fome. Criou Deus para justificar que, Sim nós nascemos sem motivo de existência, e, Sim nós morremos sem ter percebido o que nos moveu e nos trouxe ao mundo.
Continuo a crer, se Deus um dia descer à terra, seremos fortemente espancados pelo Senhor. Não tenho dúvidas disso. Em nome de Deus cometemos as maiores barbaridades. Cometemos barbaridades e, como se fosse só colocar a moedinha na máquina para receber um perdão em papel, dirigimos-nos à Sua "suposta" casa para que nos dêem uma extra vida. Até que Deus, num belo dia de mau humor, decide ou fazer um "finish him/her" ou presentear-nos com um belo "Game Over". Quem é que nunca recorreu a Ele aquando de um aperto? Até o mais infiel dos infiéis o faz.
Eu sei que vou para o inferno por ter esta opinião deformada, mas se o Homem criou Deus, o Meu é a mais linda das mulheres.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
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